Luísa Sonza une gerações em “Bossa Sempre Nova”, álbum gravado com Roberto Menescal e Toquinho
A relação de Luísa Sonza com a bossa nova, que ganhou contornos públicos com o sucesso da canção “Chico” em 2023, acaba de atingir um novo patamar nesta terça-feira, 13. A artista inaugurou janeiro de 2026 com o lançamento de “Bossa Sempre Nova”, um projeto que mergulha profundamente no género ao lado de dois dos seus maiores pilares: Roberto Menescal e Toquinho.
O álbum, composto por 14 faixas, foi gravado de forma inteiramente orgânica ao longo de 2025. O processo priorizou a proximidade entre a cantora e os instrumentistas, resultando em sessões quase sem cortes ou edições. A proposta é apresentar uma Luísa Sonza mais direta e leve, respeitando a estética sedimentada por João Gilberto no final dos anos 50, mas com o frescor da música contemporânea.
A produção do disco divide-se entre as lendas do género. Roberto Menescal coproduziu oito faixas, incluindo clássicos como “O Barquinho” e “Você”, além da inédita “Um Pouco de Mim”, escrita por Luísa e finalizada com a harmonia do guitarrista. Já Toquinho assumiu a coprodução de outras seis músicas, trazendo pérolas como “Tarde em Itapoã” e o hino “Águas de Março”.
A curadoria do repertório reflete as referências pessoais da artista, que se autodefine como uma “rata da bossa”. Entre as escolhas, destaca-se a inclusão de “Triste”, de Tom Jobim, presente no icónico álbum “Elis e Tom”, uma das maiores inspirações da carreira de Luísa. O projeto conta ainda com a regravação de “Diz que fui por aí”, samba que marcou a estreia de Nara Leão em 1964.
Idealizado inicialmente como uma sessão ao vivo com o produtor Douglas Moda, o projeto expandiu-se para um álbum completo após o incentivo do próprio Menescal. O resultado final demonstra a vitalidade da música brasileira, unindo a tradição do violão de Toquinho e a guitarra de Menescal à voz de uma das maiores estrelas da pop atual.















