Detonautas lança “Vampira” com participação de Milton Cunha e aposta em pop provocador antes de novo álbum
Nesta sexta-feira, 6, a nova música do Detonautas marca mais um passo na fase experimental da banda. “Vampira” chega às plataformas digitais com a participação especial de Milton Cunha e antecipa o próximo álbum do grupo, previsto para março, que promete explorar sonoridades eletrônicas, referências ao folclore e diálogos diretos com o imaginário do Carnaval brasileiro.
A faixa apresenta uma mistura de rock e pop com batidas eletrônicas, criando uma atmosfera provocadora e irônica. Produzida por Pablo Bispo e Ruxell, nomes centrais da música pop nacional nos últimos anos, “Vampira” se constrói como uma alegoria contemporânea: uma personagem feminina que seduz, encanta e provoca desconforto, simbolizando liberdade, mistério e transgressão.
Segundo Tico Santa Cruz, a canção dialoga diretamente com questões culturais e comportamentais. “Vampira é uma música irônica, sedutora e provocativa. Ela fala dessa personagem que encanta e causa medo ao mesmo tempo, porque é incontrolável e tira os homens da zona de conforto. É uma metáfora sobre esse imaginário masculino que teme as mulheres que não se deixam dominar”, afirma o vocalista.
O single também representa a liberdade criativa que sempre guiou a trajetória do Detonautas. Ao longo da carreira, a banda transitou por diferentes nuances do rock, frequentemente flertando com outras linguagens sonoras. Nesse novo projeto, essas experimentações ganham ainda mais protagonismo. “Vampira” surgiu logo no início do processo de produção do álbum e ajudou a definir o universo estético que se desdobra ao longo das demais faixas.
O lançamento às vésperas do Carnaval não é casual. Para Tico, existe uma conexão histórica entre o rock nacional e a festa popular. “Existe uma ironia bonita em lançar essa música em fevereiro. O rock brasileiro sempre transitou por esse lugar do carnaval, como a própria Rita Lee fazia. A gente trouxe essa energia lúdica, psicodélica e carnavalesca para dentro do nosso universo”, explica.
A participação de Milton Cunha, que abre a música com uma narração marcante, reforça o caráter performático e simbólico da faixa. O single sucede “Potinho de Veneno” e consolida a proposta do novo álbum: canções pensadas como episódios independentes, com linguagem cinematográfica e um olhar pop sobre o que Tico define como um “Brasil profundo”.









